Semana passada ouvi uma boa história com um bom garçom e hoje contarei a minha.
A beira de um ataque de nervos resolvi comprar um pacote turístico para Arraial d'Ajuda Bahia. Fui agraciada com um clima atípico. Brasil: sol escaldante exceto no sul da Bahia com chuvas abundantes. Quando vi a mancha cinza no mapa amarelo no jornal nacional não pude deixar de rir com sarcasmo da situação.
Beleza, quem está na chuva é pra se molhar. Choveu a noite inteira, manhã cinza e úmida. Ideal para uma cerveja na praia. UHuh!
Haviam 2 turistas e 2 bares abertos na praia. Chuviscos esparsos.
O outro turista também estava no pacote então nos conhecíamos de vista. Ele chegou, colocou um, tomamos umas biritas, e começamos a conversar sobre o Ato médico. Quero deixar bem claro que não fui eu quem escolheu tão divertido assunto. Constatamos posições completamente antagônicas. Ele queria impor sua posição, ficou na pregação e tentou exercer poder sexista. Pirei. Mandei o cara reacionário, machista do caralho ir tomar no cú. O cara ofendidíssimo foi contribuir para a economia do buteco concorrente. O garçom do buteco onde eu permaneci foi ao delírio. Assim conheci o Carlos. Nativo, com o dente da frente esquerdo faltando, humildemente descolado e garçom. Quem já teve amigo garçom sabe como é ser agraciado por quem tem o poder de servir.
No terceiro dia a chuva deu uma trégua e no quarto o chão estava meio seco. Aluguei uma bike e fiz Arraial, Trancoso. 26 km pela estrada.
Cheguei em Trancoso, comi um abacaxi inteiro, umas barrinhas, água, apreciei a paisagem e peguei o caminho de volta.
A areia já tinha entrado na corrente impossibilitando a troca das marchas.
Na volta encontrei meu bom amigo garçom que estava saindo do turno no club med com os os colegas e voltavam para suas casas. Peguei uma carona na barca da galera pela trilha. Caminhos fora do asfalto que levam os nativos para suas casas. A mata é linda! Quando estava quase exaurida meu amigo me serviu mangabas maduras no pé. Frescas depois das chuvas. Deliciosas.
Eu, que só conhecia a fruta pelo João Cabral tive vontade de recitar. Só saía o "Mangas, mangabas" e nada mais. Meu amigo ria tranquilo com olhar de quem não estava capitando muita coisa mas o encontro já bastava.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
ainda sobre bike
Vinha eu, na minha, no gás, na preferencial quando uma barca branca cuspidora de altíssimas descargas de fumaça preta podre entra abruptamente na minha frente e manobra na curva da rua estreita ocupada por carros estacionados dos dois lados. Freando pensei: Maldita barca gigante!Inversamente proporcional ao pau do seu dono! Porra! "Onde é que há gente nesse mundo?" Cadê a mínima gentileza?
Cuspiu duas baforadas podres na atmosfera, andou 50 metros e estacionou na contra mão. Nesse momento imaginei que sentiria prazer em ver o cara agonizando no grande congestionamento do Loyola Brandão.
Definitivamente os usuários de bicicletas não são respeitados. Não somos respeitados no trânsito; quando precisamos estacionar em algum estabelecimento nem quando temos que guardar a bike nos prédios residenciais.
Uma vez morei num prédio só guardava no bicicletário bikes imóveis porque dava muito trampo pro porteiro abrir o bicicletário e a chave tinha que ficar guardada no cú de alguém que inventou a burocracia e fucks... como a minha era utilizada todos os dias eu tinha que subir carregando 3 andares de escadas.
Respeito o direito de usar o carro pra passear; conquistar um tipo de gatinha; sublimar grilos físicos; emocionais; subjetivos; definir-se, mostrar estatus e até o direito egoísta de ir de carro para a padaria. Só gostaria de pedalar dizendo bom dia e não sendo ameaçada de morte por pessoas que se confundem com as máquinas.
Baforadas de oxigênio, o Tim Armstrong cantando parecido com reguizinho e a marcha pesada somados ao meu medo católico me fizeram acalmar os nervos, parar de pensar o mal às pessoas e pedir perdão por ter acrescentado ao cosmos coisas negativas e perversas.
Tudo bem até amanhã, no próximo pedal.
Cuspiu duas baforadas podres na atmosfera, andou 50 metros e estacionou na contra mão. Nesse momento imaginei que sentiria prazer em ver o cara agonizando no grande congestionamento do Loyola Brandão.
Definitivamente os usuários de bicicletas não são respeitados. Não somos respeitados no trânsito; quando precisamos estacionar em algum estabelecimento nem quando temos que guardar a bike nos prédios residenciais.
Uma vez morei num prédio só guardava no bicicletário bikes imóveis porque dava muito trampo pro porteiro abrir o bicicletário e a chave tinha que ficar guardada no cú de alguém que inventou a burocracia e fucks... como a minha era utilizada todos os dias eu tinha que subir carregando 3 andares de escadas.
Respeito o direito de usar o carro pra passear; conquistar um tipo de gatinha; sublimar grilos físicos; emocionais; subjetivos; definir-se, mostrar estatus e até o direito egoísta de ir de carro para a padaria. Só gostaria de pedalar dizendo bom dia e não sendo ameaçada de morte por pessoas que se confundem com as máquinas.
Baforadas de oxigênio, o Tim Armstrong cantando parecido com reguizinho e a marcha pesada somados ao meu medo católico me fizeram acalmar os nervos, parar de pensar o mal às pessoas e pedir perdão por ter acrescentado ao cosmos coisas negativas e perversas.
Tudo bem até amanhã, no próximo pedal.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Causos do inferno astral de 2008
Minha caneta estourou dentro da pochete. Tudo azul. Minhas mãos, meus papéis, minhas chaves, meu telefone. Deve ter estourado pela energia emanada depois que eu briguei com o gerente do estacionamento porque tinha amarrado minha bike num cano qualquer daquele lixo. O estacionamento não disponibiliza lugar adequado para amarrar a bike. Não acho que deva pagar. Mas o panaca também não veio me cobrar. Veio me dizer que eu devia solicitar a sua autorização todas as vezes que quisesse parar a bike lá. Eu! Ficar pagando pau pra mané! Vá à merda! E o cara foi muito grosso, se achando poderoso, cheio de empáfia.
_ Estou me sentido constrangida com sua atitude e quero o nome e telefone do seu superior para formalizar uma queixa.
_Meu nome é Roberto Carlos, sou o gerente e acima de mim só o senador.
_Que senador?
_Não posso dizer o nome não.
_Ah é? Então foda-se, vai lamber o cú do senador! Aquele bandido! Seu proletário vendido!
Por que não falar o nome do senador dono do estacionamento Época do Libety Mall? Tenho certeza de que nem deve estar no nome do cara.
Filho da puta! Minha bike amarrada lá 1 hora por semana com certeza lesará as finanças do ilustre senador.
E como brinde, a caneta estourou dentro da pochete.
Inferno astral, blá.
_ Estou me sentido constrangida com sua atitude e quero o nome e telefone do seu superior para formalizar uma queixa.
_Meu nome é Roberto Carlos, sou o gerente e acima de mim só o senador.
_Que senador?
_Não posso dizer o nome não.
_Ah é? Então foda-se, vai lamber o cú do senador! Aquele bandido! Seu proletário vendido!
Por que não falar o nome do senador dono do estacionamento Época do Libety Mall? Tenho certeza de que nem deve estar no nome do cara.
Filho da puta! Minha bike amarrada lá 1 hora por semana com certeza lesará as finanças do ilustre senador.
E como brinde, a caneta estourou dentro da pochete.
Inferno astral, blá.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Parem o provedor que eu quero descer!
Já comentei meu entrave com a porra do provedor.
A cada passada pelo mesmo tenho mais certeza de que não habitamos a mesma dimensão.
Mais um factóide:
No banheiro das meninas, Supla alfineta estilista do punk
http://colunas.g1.com.br/redacao/2008/01/18/no-banheiro-das-meninas-supla-alfineta-estilista-do-punk/
Ãh? Como assim? Agora o punk se veste com estilista e tem banheiro de meninas!
A cada passada pelo mesmo tenho mais certeza de que não habitamos a mesma dimensão.
Mais um factóide:
No banheiro das meninas, Supla alfineta estilista do punk
http://colunas.g1.com.br/redacao/2008/01/18/no-banheiro-das-meninas-supla-alfineta-estilista-do-punk/
Ãh? Como assim? Agora o punk se veste com estilista e tem banheiro de meninas!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Somos todos piscianos II
E este ano parece que nosso inferno astral começou mais cedo.
Força, coragem, sabedoria e cuca fresca para enfrentar todos os percalços de todas as dimensões. Amém.
Força, coragem, sabedoria e cuca fresca para enfrentar todos os percalços de todas as dimensões. Amém.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Em tempos de... funchs...whatever
Nossa tv é monitor, não pega um canal, nem os mais podres.
Por anos enganamos as telefônicas com provedores e senhas duvidosos. Sei que a primeira vista pode não parecer muito ético porém a venda casada (telefônica + provedor) é ilegal e tecnicamente dispensável. Portanto, no meu ponto de vista, enganar o usuário com a afirmação de que só acessa se tiver provedor e se aproveitar financeiramente dessa mentira é bandidagem. Após um grande pau e 2 dias brigando com o neoliberalismo não conseguimos conectar sem provedor. Uma merda! Desesperados com a falta de conexão nos rendemos aos bandidos e assinamos um provedor que pertence a uma grande organização televisiva (?) e que coloca a disposição parte de sua programação.
Tenho gosto por novelas. Definição de Massaude Moisés: "a novela, histórica e essencialmente, ocupa situação de relevo menor que o do conto e o romance. Identificada com as manifestações populares de cultura, sempre correspondeu a um desejo de aventura e fuga realizado com o mínimo de profundidade e o máximo de anestésico. Por outras palavras, só raramente atinge o nível de requintamento conseguido pelas duas formas em prosa que lhe são vizinhas. Prato variado mas ligeiro, não se detém no exame da vida e apenas se preocupa com o pitoresco que seduz e desaparece de pronto. Coloca-se, assim, em posição quase diametralmente oposta à do conto e do romance, pois o panorama que das coisas oferece é das coisas oferece é bem outro. Enquanto modo de conhecimento da realidade, a novela ilude e mistifica por obrigar todas as situações a se enquadrarem num andamento acelerado, cheio de pitoresco, que não pode ser o da vida diária. Reduzindo a complexidade do real a mera soma de gestos encadeados historicamente, obedientes à ordem linear do tempo, não admite que a realidade seja polimórfica, "transcendente", "oculta", nem que ostente relevo,
e supõe ou pressupõe tudo conhecido, conversível a atos e acontecimentos. Em suma, a novela contempla, não indaga, baseia-se na comtemplação, não na interrogação."
Agora, como temos a novela televisiva à disposição, clico no diabólico provedor quase que diariamente para minha dose anestésica da visão da realidade e não resisto as chamadas para ver os idiotas rendidos, acéfalos e sem sentimentos
(principalmente os que remetem à liberdade) que por livre e espontânea vontade estão confinados se submentendo ao Big Brother.
Quanta besteira! Como chegamos ao ponto de nos submetermos assim à ficção de Orwell e acreditarmos que é diversão? O Dr. Roberto deve estar lá, no planeta alienígena do mal de onde ele veio e para onde voltou quando se entendiou, se deleitando com a nossa falta de relevo.
Para refrescar a mente abro a folha e leio:
16/01/2008 - 03h58
Por anos enganamos as telefônicas com provedores e senhas duvidosos. Sei que a primeira vista pode não parecer muito ético porém a venda casada (telefônica + provedor) é ilegal e tecnicamente dispensável. Portanto, no meu ponto de vista, enganar o usuário com a afirmação de que só acessa se tiver provedor e se aproveitar financeiramente dessa mentira é bandidagem. Após um grande pau e 2 dias brigando com o neoliberalismo não conseguimos conectar sem provedor. Uma merda! Desesperados com a falta de conexão nos rendemos aos bandidos e assinamos um provedor que pertence a uma grande organização televisiva (?) e que coloca a disposição parte de sua programação.
Tenho gosto por novelas. Definição de Massaude Moisés: "a novela, histórica e essencialmente, ocupa situação de relevo menor que o do conto e o romance. Identificada com as manifestações populares de cultura, sempre correspondeu a um desejo de aventura e fuga realizado com o mínimo de profundidade e o máximo de anestésico. Por outras palavras, só raramente atinge o nível de requintamento conseguido pelas duas formas em prosa que lhe são vizinhas. Prato variado mas ligeiro, não se detém no exame da vida e apenas se preocupa com o pitoresco que seduz e desaparece de pronto. Coloca-se, assim, em posição quase diametralmente oposta à do conto e do romance, pois o panorama que das coisas oferece é das coisas oferece é bem outro. Enquanto modo de conhecimento da realidade, a novela ilude e mistifica por obrigar todas as situações a se enquadrarem num andamento acelerado, cheio de pitoresco, que não pode ser o da vida diária. Reduzindo a complexidade do real a mera soma de gestos encadeados historicamente, obedientes à ordem linear do tempo, não admite que a realidade seja polimórfica, "transcendente", "oculta", nem que ostente relevo,
e supõe ou pressupõe tudo conhecido, conversível a atos e acontecimentos. Em suma, a novela contempla, não indaga, baseia-se na comtemplação, não na interrogação."
Agora, como temos a novela televisiva à disposição, clico no diabólico provedor quase que diariamente para minha dose anestésica da visão da realidade e não resisto as chamadas para ver os idiotas rendidos, acéfalos e sem sentimentos
(principalmente os que remetem à liberdade) que por livre e espontânea vontade estão confinados se submentendo ao Big Brother.
Quanta besteira! Como chegamos ao ponto de nos submetermos assim à ficção de Orwell e acreditarmos que é diversão? O Dr. Roberto deve estar lá, no planeta alienígena do mal de onde ele veio e para onde voltou quando se entendiou, se deleitando com a nossa falta de relevo.
Para refrescar a mente abro a folha e leio:
16/01/2008 - 03h58
Lula se encontra com Fidel Castro e ressalta "lucidez incrível"
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da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva finalizou nesta terça-feira sua visita oficial a Cuba e ressaltou a "lucidez incrível" e saúde "impecável" do presidente licenciado de Cuba, Fidel Castro, afastado do poder há quase 18 meses por problemas de saúde.
Porra! Estou ficando louca? Lucidez incrível? Saúde impecável? Em 1999, no 46o. congresso da Une Fidel já não me pareceu muito saudável ou mesmo lúcido. Factóides, factóides. Será que nosso excelentíssimo presidente realmente sabe o que significa impecável?
Só pode ser brincadeira.
Bom mesmo é dar um pedal pelo cerrado procurando cachoeiras azuis e tomar uma Aracê preta no final do dia sublimando todo o lixo que nos empurram como realidade.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Incidente na estrada
Dormimos cedo e saimos cedo para chegarmos cedo em casa. Enfrentaríamos 12 horas de viagem de carro no mesmo dia.
Entre São Joaquim da Barra e Itaiutava (quase na metade do caminho) atropelamos um cachorro vira lata grandão, tipo labrador, com aquela cor de terra. O pai estava dirigindo e foi a sorte porque ele manteve os braços fortes. Se fosse eu, provavelmente teria desviado para o lado e batido no carro que estava exatamente alí ou teria brecado e perdido o controle ou teria jogado o carro no vão da pista ou no buraco da tesourinha e sabe lá mais o quê...
Prá ajudar a cadela ficou parada olhando nos meus olhos (eu olhei nos dela) e pegou bem no meio do carro. Estourou o radiador, quicou 3 ou 4 vezes na pista e morreu.
Fiquei chocada, em pânico. Tentei mentir para a pequena que viu tudo: "está tudo bem. Era uma pedra." e algumas outras palavras desconexas ela, por sua vez, prontamenete me esclareceu a situação: "o cachorro estava atravessando, o carro bateu, ele morreu. "
Graças a Deus estamos todos bem, menos o cachorro.
Em poucos minutos chegou o resgate do pedágio que fica na estrada. O seguro resolveu bem as coisas mas tivemos que passar a noite em São Joaquim da Barra.
Cidade bonita, grande arrecadação de impostos, população bem vestida, igreja na praça cheia. Enquanto tranquilizava minha mãe no orelhão, o pai e a pequena foram a igreja para agradecer por nossas vidas e tals. Igreja bonita com 3 imagens enormes. Uma de São Francisco com os pombinhos nas mãos. Durante nosso turismo forçado fomos seguidos por vários cachorros vira-latas, como essa cadela que quase nos matou. Não quero o extermínio dos vira latas mas também não quero correr risco de morte pela crença de uma cidade os têm as centenas.
Cruzamos pessoas legais, preocupadas e solícitas. Não nos faltou nada. Chegamos muito bem ontem. Cansados mas bem. A pequena aguentou firme sem lamúrias, choros ou desobediências. Ganhou um cavalo de vassoura do posto beira da estrada que ela almejava há muito tempo. Seu nome é Pé de pano.
O carro ficou em São Joaquim para conserto e voltaremos para buscá-lo sabe-se lá quando.
Entre São Joaquim da Barra e Itaiutava (quase na metade do caminho) atropelamos um cachorro vira lata grandão, tipo labrador, com aquela cor de terra. O pai estava dirigindo e foi a sorte porque ele manteve os braços fortes. Se fosse eu, provavelmente teria desviado para o lado e batido no carro que estava exatamente alí ou teria brecado e perdido o controle ou teria jogado o carro no vão da pista ou no buraco da tesourinha e sabe lá mais o quê...
Prá ajudar a cadela ficou parada olhando nos meus olhos (eu olhei nos dela) e pegou bem no meio do carro. Estourou o radiador, quicou 3 ou 4 vezes na pista e morreu.
Fiquei chocada, em pânico. Tentei mentir para a pequena que viu tudo: "está tudo bem. Era uma pedra." e algumas outras palavras desconexas ela, por sua vez, prontamenete me esclareceu a situação: "o cachorro estava atravessando, o carro bateu, ele morreu. "
Graças a Deus estamos todos bem, menos o cachorro.
Em poucos minutos chegou o resgate do pedágio que fica na estrada. O seguro resolveu bem as coisas mas tivemos que passar a noite em São Joaquim da Barra.
Cidade bonita, grande arrecadação de impostos, população bem vestida, igreja na praça cheia. Enquanto tranquilizava minha mãe no orelhão, o pai e a pequena foram a igreja para agradecer por nossas vidas e tals. Igreja bonita com 3 imagens enormes. Uma de São Francisco com os pombinhos nas mãos. Durante nosso turismo forçado fomos seguidos por vários cachorros vira-latas, como essa cadela que quase nos matou. Não quero o extermínio dos vira latas mas também não quero correr risco de morte pela crença de uma cidade os têm as centenas.
Cruzamos pessoas legais, preocupadas e solícitas. Não nos faltou nada. Chegamos muito bem ontem. Cansados mas bem. A pequena aguentou firme sem lamúrias, choros ou desobediências. Ganhou um cavalo de vassoura do posto beira da estrada que ela almejava há muito tempo. Seu nome é Pé de pano.
O carro ficou em São Joaquim para conserto e voltaremos para buscá-lo sabe-se lá quando.
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